PALOCCI CAI ...
O ex-titular da Casa Civil admitiu que a pressão que sofria poderia prejudicar as suas funções no governo
Brasília. Antonio Palocci deixou, ontem, o cargo de ministro-chefe da Casa Civil após três semanas de pressão e acusações sobre seu aumento patrimonial nos últimos quatro anos, numa tentativa de pôr fim à crise que se instalou no governo. Ao renunciar, Palocci reconheceu em carta à presidente Dilma que "a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo". A senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) deve assumir a pasta.
É a segunda vez que Palocci pede demissão de um ministério. Em 2006, no governo do então presidente Lula, ele deixou o cargo de ministro da Fazenda sob acusação de ter quebrado o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.
Dilma lamentou, em nota, a saída do ministro. "A Presidenta destacou a valiosa participação de Antonio Palocci em seu governo e agradece os inestimáveis serviços que prestou ao governo e ao País", destaca o comunicado da Presidência da República.
A pressão sobre Palocci permaneceu intensa mesmo após a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar pedido de investigação por suposto tráfico de influência. A crise que levou à saída de Palocci teve início no dia 15 de maio, após o jornal "Folha de S. Paulo" revelar que o ministro multiplicou seu patrimônio por 20 entre 2006 e 2010.
A Projeto, empresa aberta por ele em 2006 - quando o ministro afirmou ter patrimônio de R$ 356 mil- comprou, em 2009 e 2010, imóveis em região nobre de São Paulo no valor total de R$ 7,5 milhões. O faturamento da empresa foi de R$ 20 milhões em 2010, quando ele era deputado federal e atuou como principal coordenador da campanha de Dilma à Presidência da República.
Em nenhum momento o agora ex-ministro revelou a lista de clientes de sua consultoria e alegou "cláusula de confidencialidade" para não divulgar para quem ele trabalhou enquanto exerceu simultaneamente as funções de deputado e consultor. Palocci alegava que ninguém provou qualquer irregularidade na sua atuação com a consultoria Projeto.Crise continua
A queda do ministro não elimina a crise que atingiu a administração de Dilma Rousseff. O que está em jogo, na avaliação do cientista político e integrante do Movimento Voto Consciente, Humberto Dantas, é o que o ex-ministro fará daqui para a frente. "O Palocci sai do governo, mas o governo não sai do Palocci", enfatiza Dantas.
Segundo o cientista político, a atuação de Palocci na campanha de Dilma, a posição que assumiu de um dos ministros mais fortes e influentes do governo e a sua ligação com a gestão anterior (do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva) imprimem no agora ex-ministro-chefe da Casa Civil o "carimbo do governo". Ou seja, mesmo fora do executivo federal, ele continuará no foco do noticiário, até mesmo porque não deu explicações convincentes sobre seu rápido enriquecimento.INVESTIGAÇÃOProcuradoria vai enviar informações
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou, ontem, que vai enviar as informações prestadas pelo ex-ministro Antonio Palocci à Procuradoria-Geral da República (PGR) aos procuradores da República no Distrito Federal que conduzem uma investigação de improbidade administrativa envolvendo a empresa de Palocci, a Projeto. Entre os documentos estão a lista de clientes da empresa e informações fiscais e bancárias.
Segundo Gurgel, essas informações não serão postas à disposição de mais ninguém, pois são sigilosas. Mas garantiu que, entre os clientes, não havia nenhum ligado ao poder público.
Gurgel considerou "extremamente injustas" as críticas feitas à sua atitude de arquivar a representação criminal contra Palocci por falta de provas.
Ontem, Gurgel arquivou mais uma representação contra Palocci, agora no caso envolvendo a violação dos dados bancários do caseiro Francenildo dos Santos Costa. A ação, do presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), pedia nova denúncia contra Palocci após a Caixa Econômica informar à Justiça Federal que o responsável pela violação foi o gabinete do então ministro da Fazenda.
Brasília. Antonio Palocci deixou, ontem, o cargo de ministro-chefe da Casa Civil após três semanas de pressão e acusações sobre seu aumento patrimonial nos últimos quatro anos, numa tentativa de pôr fim à crise que se instalou no governo. Ao renunciar, Palocci reconheceu em carta à presidente Dilma que "a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo". A senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) deve assumir a pasta.
É a segunda vez que Palocci pede demissão de um ministério. Em 2006, no governo do então presidente Lula, ele deixou o cargo de ministro da Fazenda sob acusação de ter quebrado o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.
Dilma lamentou, em nota, a saída do ministro. "A Presidenta destacou a valiosa participação de Antonio Palocci em seu governo e agradece os inestimáveis serviços que prestou ao governo e ao País", destaca o comunicado da Presidência da República.
A pressão sobre Palocci permaneceu intensa mesmo após a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar pedido de investigação por suposto tráfico de influência. A crise que levou à saída de Palocci teve início no dia 15 de maio, após o jornal "Folha de S. Paulo" revelar que o ministro multiplicou seu patrimônio por 20 entre 2006 e 2010.
A Projeto, empresa aberta por ele em 2006 - quando o ministro afirmou ter patrimônio de R$ 356 mil- comprou, em 2009 e 2010, imóveis em região nobre de São Paulo no valor total de R$ 7,5 milhões. O faturamento da empresa foi de R$ 20 milhões em 2010, quando ele era deputado federal e atuou como principal coordenador da campanha de Dilma à Presidência da República.
Em nenhum momento o agora ex-ministro revelou a lista de clientes de sua consultoria e alegou "cláusula de confidencialidade" para não divulgar para quem ele trabalhou enquanto exerceu simultaneamente as funções de deputado e consultor. Palocci alegava que ninguém provou qualquer irregularidade na sua atuação com a consultoria Projeto.Crise continua
A queda do ministro não elimina a crise que atingiu a administração de Dilma Rousseff. O que está em jogo, na avaliação do cientista político e integrante do Movimento Voto Consciente, Humberto Dantas, é o que o ex-ministro fará daqui para a frente. "O Palocci sai do governo, mas o governo não sai do Palocci", enfatiza Dantas.
Segundo o cientista político, a atuação de Palocci na campanha de Dilma, a posição que assumiu de um dos ministros mais fortes e influentes do governo e a sua ligação com a gestão anterior (do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva) imprimem no agora ex-ministro-chefe da Casa Civil o "carimbo do governo". Ou seja, mesmo fora do executivo federal, ele continuará no foco do noticiário, até mesmo porque não deu explicações convincentes sobre seu rápido enriquecimento.INVESTIGAÇÃOProcuradoria vai enviar informações
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou, ontem, que vai enviar as informações prestadas pelo ex-ministro Antonio Palocci à Procuradoria-Geral da República (PGR) aos procuradores da República no Distrito Federal que conduzem uma investigação de improbidade administrativa envolvendo a empresa de Palocci, a Projeto. Entre os documentos estão a lista de clientes da empresa e informações fiscais e bancárias.
Segundo Gurgel, essas informações não serão postas à disposição de mais ninguém, pois são sigilosas. Mas garantiu que, entre os clientes, não havia nenhum ligado ao poder público.
Gurgel considerou "extremamente injustas" as críticas feitas à sua atitude de arquivar a representação criminal contra Palocci por falta de provas.
Ontem, Gurgel arquivou mais uma representação contra Palocci, agora no caso envolvendo a violação dos dados bancários do caseiro Francenildo dos Santos Costa. A ação, do presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), pedia nova denúncia contra Palocci após a Caixa Econômica informar à Justiça Federal que o responsável pela violação foi o gabinete do então ministro da Fazenda.
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